Excursões desde Lisboa por estação: o que fazer em cada mês
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Nem todas as excursões desde Lisboa funcionam igualmente bem em todas as épocas. Sintra em julho é um exercício de gestão de multidões. Nazaré no verão é ambiente de praia, não espectáculo de ondas gigantes. Comporta em março está dramaticamente vazia e dramaticamente bela. Aqui está a análise honesta mês a mês.
Janeiro e fevereiro
Melhor: Évora. A planície alentejana no inverno é toda dourada pálida e sobreiros, a cidade está tranquila, o templo romano ergue-se à luz da manhã sem mais ninguém à volta. Vá de comboio do Oriente (1h40 em cada sentido). A versão invernal desta excursão é subestimada.
Vale considerar: Óbidos. A vila medieval amuralhada é mais acessível no inverno — um sítio pequeno e bonito que merece umas três horas, não três horas mais gestão de filas.
Evite: A praia de Nazaré (não as ondas gigantes — essa é o penhasco da Praia do Norte — mas a praia em si está deserta e fria). Comporta (mesmo princípio). As praias da Arrábida são belas mas frias para nadar; vale a pena se for caminhante.
Sintra em janeiro-fevereiro: Muitas vezes nebulosa e com atmosfera, menos multidões, ainda requer início cedo para os palácios mas sem a intensidade de julho. Boa época para caminhantes que querem os trilhos da Serra de Sintra sem a densidade turística.
Março e abril
Melhor: Sintra. A vegetação primaveril no Parque Natural de Sintra-Cascais está no seu estado mais vivo, as multidões ainda não atingiram o pico, e a luz é clara. O início de abril é talvez o melhor único mês para Sintra. Reserve os bilhetes para o Palácio da Pena e Regaleira bem com antecedência.
Melhor: Caminhada costeira de Cascais. A costa de Estoril na primavera, com o Atlântico ainda calmo e as temperaturas amenas (16-20 graus), é perfeita para o percurso de ciclismo e caminhada na frente marítima.
Opção emergente: Comporta. A época de aves migratórias atinge o pico em março-abril no estuário do Sado, e a praia está vazia das multidões de verão. Caminhar o sistema dunar em abril é notável.
De Lisboa: Sintra, Cabo da Roca e Cascais — o clássico circuito de excursão de primaveraMaio
Melhor: Tudo, essencialmente. Maio é o melhor mês para excursões desde Lisboa.
Sintra: floração plena de primavera, multidões suportáveis, muitas horas de luz do dia. Cascais: quente o suficiente para nadar (se estiver habituado às temperaturas atlânticas de 17-18 graus). Arrábida: a vegetação do parque nacional está exuberante, as grutas são acessíveis, e está quente o suficiente para nadar. Nazaré: boas padrões de ondulação em maio, a última da época de ondas gigantes.
Junho
Melhor: A costa alentejana (Comporta, Melides) antes das multidões de julho chegarem. Também Évora: o calor do interior ainda não atingiu o pico, e a cidade é suportável.
Boa com gestão: Sintra. As Festas de Lisboa ocupam a própria cidade em junho (vale a pena), por isso use a multidão de junho em casa como razão para fazer Sintra mais cedo durante a semana.
A começar o pico: As praias de Cascais são excelentes mas começam a ficar com as multidões de julho ao fim de semana.
Julho e agosto
Melhor: Arrábida para nadar. A água é mais limpa em julho-agosto, o acesso ao parque está bem gerido (as restrições de carro significam que precisa de reservar estacionamento ou fazer uma excursão), e as grutas marinhas no Portinho da Arrábida são extraordinárias.
Melhor: Passeios de barco em Sesimbra. O mar calmo de verão torna os passeios de barco pelas grutas marinhas da Arrábida fiáveis.
Pior: Sintra em agosto. Os palácios estão cheios, o estacionamento é impossível, o autocarro 434 vai a abarrotar. Se tiver mesmo de ir a Sintra em agosto, vá num dia de semana, chegue às 9h00, saia até às 13h00.
Interessante: A praia de Nazaré no verão é apenas uma grande vila balnear. Vá se quiser praia. Não vá pelas ondas gigantes.
Excursão ao Parque Natural da Arrábida e Sesimbra — este percurso funciona todo o ano mas é melhor de maio a setembro para nadarSetembro e outubro
Melhor mês para Sintra: Outubro, especialmente a meio da semana. As multidões de verão diminuíram, as filas dos palácios são mais curtas, a vegetação da Serra está a mudar de cor, e pode fazer o circuito completo Pena-Regaleira-Castelo dos Mouros sem parecer uma prova de resistência.
Melhor: Arrábida. O mar de setembro ainda está suficientemente quente para nadar, a multidão de verão foi embora, e a luz é mais suave e mais interessante do que em julho.
Óptimo: Évora em outubro. A colheita alentejana (cortiça, azeitonas, uvas) está em curso e a campanha cheira à época. Algumas herdades fazem visitas durante a colheita.
Novembro e dezembro
Melhor: Observação de ondas gigantes em Nazaré. A época de ondas gigantes na Praia do Norte abre em novembro. Vá para o miradouro do penhasco, não para a praia. Sincronize a visita com uma previsão de ondulação.
Bom: Fátima. O local de peregrinação está na sua forma mais austera e genuinamente comovente no inverno — sem multidões de verão, a praça ampla e vazia, as velas a arder no frio.
Vale saber: Óbidos no Natal acolhe um mercado medieval anual que é um dos melhores mercados de Natal em Portugal — pequeno, com ambiente, sem o aspecto manufacturado dos equivalentes do norte europeu.
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